A comida deve estar no centro das políticas públicas para chegar ao prato de quem mais precisa
William Siri destaca que é urgente fortalecer a agricultura urbana e o circuito das feiras orgânicas e ampliar os restaurantes populares.
Uma imagem não saía da minha cabeça: centenas de pessoas aglomeradas durante a pandemia à espera de ossos e restos de carne doados por um caminhão para complementar sua alimentação. Essa semana apareceu nas redes sociais mais uma cena chocante: famílias buscando seus alimentos em um caminhão de lixo. As imagens rodaram o mundo e não podem sair das nossas reflexões e ações. No nosso Brasil profundo, 19 milhões de pessoas enfrentam fome hoje.

Uma imagem não saía da minha cabeça: centenas de pessoas aglomeradas durante a pandemia à espera de ossos e restos de carne doados por um caminhão para complementar sua alimentação. Essa semana apareceu nas redes sociais mais uma cena chocante: famílias buscando seus alimentos em um caminhão de lixo. As imagens rodaram o mundo e não podem sair das nossas reflexões e ações. No nosso Brasil profundo, 19 milhões de pessoas enfrentam fome hoje.
Esse não é um problema que surgiu na pandemia. Os dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional mostram que, entre 2018 e 2019, aumentamos em mais de 10 milhões o número de brasileiros em situação de fome. Se considerarmos todos os que tiveram que restringir sua alimentação em algum grau (insegurança alimentar), o número se multiplica para preocupantes 116,8 milhões. A pesquisa “Efeitos da pandemia na alimentação e na situação da segurança alimentar no Brasil” revelou que 44% dos brasileiros reduziram o consumo de carnes e 41% o consumo de frutas durante a pandemia. Está cada vez mais difícil se alimentar de forma segura e saudável.
Recentemente foi celebrada a semana mundial da alimentação, mas a verdade é que não temos motivos para comemorar. Já falamos por aqui sobre o impacto da inflação no aumento dos preços, principalmente dos alimentos. Confira aqui. Quando é possível comprar arroz e feijão, falta o gás para cozinhar. Por isso, políticas como a dos restaurantes populares são tão importantes para uma grande parcela da população carioca.
No município do Rio de Janeiro já tivemos oito restaurantes populares, mas hoje apenas três deles sobrevivem na Zona Oeste e Zona Norte da cidade, fruto da retomada pelo município de uma política antes estadual. São pessoas em situação de rua em busca de comida. Famílias inteiras que encontram nos bairros de Campo Grande, Bangu e Bonsucesso um restaurante para realizar até 2 refeições diárias, com diversidade de alimentos, saborosos e nutritivos, a um preço acessível.
Escrito por William Siri
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